CONCRETO AUTO ADENSÁVEL: UMA NOVA TECNOLOGIA À DISPOSIÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

    O concreto auto adensável, hoje utilizado, foi desenvolvido no Japão, por volta de 1983, sendo que sua maior aplicação em obras civis ocorreu em 1997, naquele país, com a concretagem das ancoragens de concreto da ponte metálica de maior vão livre do mundo. A ponte Akashi-Kaikyo, inaugurada em 1998, com 1991 metros de vão livre, consumiu nas ancoragens 290.000 m³ de concreto auto adensável. Os motivos da utilização de CAA nesta obra foram a velocidade de execução, dispensa de adensamento, o qual seria muito difícil para este volume a qualidade final do concreto.

Akashi Kaikyo Bridge Location: Kobe, Japan on the map When built: 1998; Height: 298м; Length: 1.991m

DEFINIÇÃO

  O termo concreto auto adensável (CAA) identifica uma categoria de concreto que pode ser moldado em fôrmas preenchendo cada espaço vazio através exclusivamente de seu peso próprio, não necessitando de qualquer tecnologia de compactação ou vibração externa (TUTIKIAN, 2004).

  Descreve-se a auto adensabilidade do concreto fresco como a capacidade de preenchimento dos espaços vazios e o envolvimento das barras de aço e outros obstáculos pelo material, exclusivamente através da ação da força gravitacional, mantendo uma adequada homogeneidade (BOSILJVKOV, 2003).

  EFNARC (2002) diz que para um concreto ser considerado auto adensável, deve apresentar três propriedades fundamentais: fluidez, coesão ou habilidade passante e resistência à segregação. Define-se fluidez como a capacidade do concreto auto adensável de fluir dentro e através da fôrma preenchendo todos os espaços. Coesão ou habilidade passante como a capacidade de escoamento pela fôrma, passando por entre as armaduras sem obstrução do fluxo ou segregação. Resistência à segregação é a propriedade que caracteriza a capacidade do concreto em se manter coeso ou fluir dentro das fôrmas, passando ou não através de obstáculos.

VANTAGENS

  • Redução do custo de aplicação por m³ de concreto;
  • Garantia de excelente acabamento em concreto aparente;
  • Permite bombeamento em grandes distâncias horizontais e verticais com maior velocidade;
  • Otimização de mão-de-obra;
  • Maior rapidez de execução da obra;
  • Melhoria nas condições de segurança na obra;
  • Eliminação do ruído provocado pelo vibrador;
  • Significativa redução nas atividades de espalhamento e de vibração;
  • Permite a concretagem sem adensamento em regiões com grande densidade de armadura;
  • Aumento das possibilidades de trabalho com fôrmas de pequenas dimensões;
  • Redução do custo final da obra em comparação ao sistema de concretagem convencional;
  • Acelera o lançamento do concreto na estrutura, permitindo concretagens mais rápidas;
  • Redução da mão-de-obra no canteiro;
  • Melhoria do acabamento superficial;
  • Aumento da durabilidade devido à redução de defeitos de concretagem;

APLICAÇÕES DO CONCRETO AUTO ADENSÁVEL

  O Concreto auto adensavel é indicado para utilização em obras convencionais onde se quer maior velocidade de concretagem, redução de custos e melhor qualidade do concreto. Também em casos específicos a sua utilização é recomendada como, por exemplo:

• Lajes de pequena espessura ou lajes nervuradas;

• Fundações executadas por hélice contínua;

• Paredes, vigas, colunas;

• Parede diafragma;

• Estações de tratamento de água e esgoto;

• Reservatórios de águas e piscinas;

• Pisos, contrapisos, lajes, pilares, muros, painéis;

• Obras com acabamento em concreto aparente;

• Locais de difícil acesso;

• Peças pequenas, com muitos detalhes ou com formato não-convencional onde seja difícil a utilização de vibradores;

• Fôrmas com grande concentração de ferragens.

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Tecnologia na construção civil ajuda países a sobreviver a terremotos

     O Japão tem alta densidade populacional. Porém, por ter vulcões ativos, estar em uma região altamente sísmica e ser rota de tufões e maremotos, é o país com o melhor sistema de prevenção de desastres decorrentes de eventos naturais. Sergio Abranches, cientista político e comentarista da rádio CBN, afirmou em um texto publicado no portal Ecopolítica, que a tecnologia construtiva anti-terremotos no Japão é extremamente avançada e, portanto, o número de mortes sempre é menor do que se o desastre ocorresse em outro local.

     O país – que tem cerca de 80 vulcões e encontra-se sobre uma placa tectônica bastante instável – tem investido bastante dinheiro em pesquisas na Engenharia Civil desde que um terremoto matou 6,5 mil pessoas e deixou 300 mil desabrigados na cidade de Kobe, em 1995. De lá para cá, o governo não só criou leis como estimulou cientistas a desenvolverem tecnologias para os prédios resistirem aos tremores.

     Os edifícios maiores, inclusive, contam com amortecedores nas colunas entre os andares. Eles amenizam a tensão causada nas estruturas pela movimentação resultante das vibrações dos terremotos. Nos arranha-céus é utilizada uma enorme esfera de aço que age como contrapeso. Localizada na parte superior da construção, ela se move sempre em sentido contrário ao da vibração, aliviando as tensões causadas pelos tremores.

     Além de colocar dinheiro e exigir construções resistentes, o governo do Japão também investe em treinamento. A população é constantemente obrigada a participar de simulações de tragédias. Segundo autoridades, elas ajudam a população a agir corretamente quando um desastre acontece.

     Nessas simulações, o governo japonês estimula as famílias a manter, sempre, comida estocada para pelo menos três dias e ter à mão um conjunto de pilhas. Elas serão necessárias para manter as lanternas acesas (caso falte luz) e, também, os rádios funcionando – já que nos terremotos a internet acaba falhando e as redes celulares ficam inativas.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/tecnologia-evitou-tragedia-maior-no-japao-13032011-7.shl

Bloco de concreto celular

 

     O Concreto Celular Auto clavado é um produto inovador, destinado à construção civil. Leve, resistente, de fácil manuseio e transporte, e de qualidade superior ao tijolo cerâmico e blocos de concreto. É um produto formado a partir de uma reação química entre cal, cimento, areia e pó de nitrato de alumínio, que após uma cura em vapor a alta pressão e temperatura dá origem a um silicato de cálcio, composto químico estável que o faz um produto de excelente desempenho na construção civil.

     Utilizados em diversos tipos de construção, permitem a inovação do processo construtivo, gerando grande economia de tempo, mão-de-obra e materiais. O processo de fabricação é totalmente mecanizado. O controle de qualidade é feito, portanto, durante a própria produção.

     Inúmeras vantagens foram tecnicamente comprovadas quando comparado a outros tipos de blocos de concreto e tijolos. Sua baixa condutividade térmica (de 8 a 10 vezes menor que os tijolos convencionais) leva a racionalização de recursos energéticos, reduzindo gastos com aquecimento e resfriamento interno. O CCA também traz mais segurança contra fogo, resistindo durante mais tempo em incêndios e podendo evitar desabamento de estruturas nesses casos. Além de sua tecnologia utilizar 100% de areia proveniente de resíduos de mineração, ele também diminui o peso da estrutura, evitando a degradação do meio ambiente e diminuindo o consumo de matérias-primas como o aço.

     As paredes construídas de CCA apresentam bom isolamento acústico, tanto em relação aos ruídos internos quanto aos ruídos produzidos no exterior. O CCA, devido a sua estrutura interna porosa, apresenta capacidade de redução da energia das ondas sonoras por deformação, o que significa maior conforto, em consequência da menor reverberação.

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/68021340/processo-de-fabricacao-de-blocos-leves-silico-calcario

Guia do Estudante – Engenharia Civil

Engenharia Civil

     É o ramo da engenharia que projeta, gerencia e executa obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos. O engenheiro civil projeta, gerencia e acompanha todas as etapas de uma construção ou reforma. Sua atuação inclui a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação. Com base nesses dados, o profissional desenvolve o projeto, especificando as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento do edifício e definindo o material que será usado. No canteiro de obras, chefia as equipes de trabalho, supervisionando prazos, custos, padrões de qualidade e de segurança. Cabe a ele garantir a estabilidade e a segurança da edificação, calculando os efeitos dos ventos e das mudanças de temperatura na resistência dos materiais. Ele também pode dedicar-se à administração de recursos prediais, gerenciando a infraestrutura e a ocupação de um edifício.

O mercado de trabalho

     O mercado para o engenheiro está aquecido em todo o país, e a expectativa é melhorar ainda mais nos próximos anos. O bom momento atual é reflexo do crescimento da economia e de projetos do governo federal como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida, que aumentou a oferta de imóveis, o que beneficia o bacharel. Para os próximos anos, a demanda pelo profissional deve aumentar, já que dois grandes eventos serão sediados no país: a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. “Serão grandes construções, como portos, canais, barragens, que levam de quatro a cinco anos para ficar prontas. O mercado só tende a melhorar ainda mais”, afirma José Gabriel Maluf Soler, coordenador do curso da PUC Minas. De acordo com ele, a construção civil é o setor que mais absorve esse bacharel. O aquecimento do mercado imobiliário nos últimos anos segue influenciando a grande procura por esse engenheiro. Escritórios de arquitetura também costumam contratar o profissional para atuar no planejamento de projetos. Entre os setores apontados como promissores, estão o de petróleo e gás, que deverão receber investimentos em obras de grande porte, como gasodutos, refinarias, plataformas, navios e estaleiros. Outras áreas com boa perspectiva são energia e saneamento básico.

Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

O curso

     Disciplinas como matemática, física, estatística, desenho e lógica são o forte do currículo. Portanto, prepare-se para exercitar suas habilidades em cálculo e desenho. Há atividades em laboratório e matérias das áreas de administração e economia que ensinam técnicas e métodos de gerenciamento de projetos e equipes. Nos três anos finais, você cursa disciplinas mais ligadas às áreas de especialização escolhidas: estruturas, construção civil, hidráulica e saneamento, transportes ou geotecnia. Para obter o diploma, o estágio é obrigatório, assim como um trabalho de conclusão de curso. Fique de olho: Há instituições que oferecem formação direcionada a uma área específica, como estruturas, transportes e meio ambiente. A Furg possui o curso de Engenharia Civil Costeira e Portuária.

Duração média: cinco anos.

Outros nomes: Eng. Civil (amb.); Eng. Civil (ênf. em estrut. metálicas); Eng. Civil (ênf. em meio amb.); Eng. Civil (ênf. em sist. construtivos); Eng. Civil (estrut. metálicas); Eng. Civil (transp. e log.); Eng. Civil de Infraestrutura; Eng. Civil e Amb.; Eng. de Prod. Civil; Eng. em Constr. Civil.

O que você pode fazer

Construção urbana

     Projetar, construir e reformar prédios e grandes instalações, como estádios esportivos, shopping centers e aeroportos.

Estruturas e fundações

     Projetar e edificar fundações e estruturas de madeira, aço ou concreto, que dão apoio às construções, calculando o material necessário e as dimensões da obra.

Gerência de recursos prediais

     Manter em ordem a infraestrutura de prédios e estabelecer padrões de qualidade, ocupação e uso do espaço.

Hidráulica e recursos hídricos

     Projetar, gerenciar e executar obras de barragens, canais, reservatórios, sistemas de irrigação, drenagem ou obras costeiras.

Saneamento

     Fazer o projeto e construir obras de saneamento básico, como redes de captação e distribuição de água e estações de tratamento de água e esgotos.

Transportes

     Projetar e construir obras de infraestrutura, como rodovias, ferrovias, viadutos, portos, metrôs e viadutos.

Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/engenharia-producao/engenharia-civil-602943.shtml