Tecnologia na construção civil ajuda países a sobreviver a terremotos

     O Japão tem alta densidade populacional. Porém, por ter vulcões ativos, estar em uma região altamente sísmica e ser rota de tufões e maremotos, é o país com o melhor sistema de prevenção de desastres decorrentes de eventos naturais. Sergio Abranches, cientista político e comentarista da rádio CBN, afirmou em um texto publicado no portal Ecopolítica, que a tecnologia construtiva anti-terremotos no Japão é extremamente avançada e, portanto, o número de mortes sempre é menor do que se o desastre ocorresse em outro local.

     O país – que tem cerca de 80 vulcões e encontra-se sobre uma placa tectônica bastante instável – tem investido bastante dinheiro em pesquisas na Engenharia Civil desde que um terremoto matou 6,5 mil pessoas e deixou 300 mil desabrigados na cidade de Kobe, em 1995. De lá para cá, o governo não só criou leis como estimulou cientistas a desenvolverem tecnologias para os prédios resistirem aos tremores.

     Os edifícios maiores, inclusive, contam com amortecedores nas colunas entre os andares. Eles amenizam a tensão causada nas estruturas pela movimentação resultante das vibrações dos terremotos. Nos arranha-céus é utilizada uma enorme esfera de aço que age como contrapeso. Localizada na parte superior da construção, ela se move sempre em sentido contrário ao da vibração, aliviando as tensões causadas pelos tremores.

     Além de colocar dinheiro e exigir construções resistentes, o governo do Japão também investe em treinamento. A população é constantemente obrigada a participar de simulações de tragédias. Segundo autoridades, elas ajudam a população a agir corretamente quando um desastre acontece.

     Nessas simulações, o governo japonês estimula as famílias a manter, sempre, comida estocada para pelo menos três dias e ter à mão um conjunto de pilhas. Elas serão necessárias para manter as lanternas acesas (caso falte luz) e, também, os rádios funcionando – já que nos terremotos a internet acaba falhando e as redes celulares ficam inativas.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/tecnologia-evitou-tragedia-maior-no-japao-13032011-7.shl

Bloco de concreto celular

 

     O Concreto Celular Auto clavado é um produto inovador, destinado à construção civil. Leve, resistente, de fácil manuseio e transporte, e de qualidade superior ao tijolo cerâmico e blocos de concreto. É um produto formado a partir de uma reação química entre cal, cimento, areia e pó de nitrato de alumínio, que após uma cura em vapor a alta pressão e temperatura dá origem a um silicato de cálcio, composto químico estável que o faz um produto de excelente desempenho na construção civil.

     Utilizados em diversos tipos de construção, permitem a inovação do processo construtivo, gerando grande economia de tempo, mão-de-obra e materiais. O processo de fabricação é totalmente mecanizado. O controle de qualidade é feito, portanto, durante a própria produção.

     Inúmeras vantagens foram tecnicamente comprovadas quando comparado a outros tipos de blocos de concreto e tijolos. Sua baixa condutividade térmica (de 8 a 10 vezes menor que os tijolos convencionais) leva a racionalização de recursos energéticos, reduzindo gastos com aquecimento e resfriamento interno. O CCA também traz mais segurança contra fogo, resistindo durante mais tempo em incêndios e podendo evitar desabamento de estruturas nesses casos. Além de sua tecnologia utilizar 100% de areia proveniente de resíduos de mineração, ele também diminui o peso da estrutura, evitando a degradação do meio ambiente e diminuindo o consumo de matérias-primas como o aço.

     As paredes construídas de CCA apresentam bom isolamento acústico, tanto em relação aos ruídos internos quanto aos ruídos produzidos no exterior. O CCA, devido a sua estrutura interna porosa, apresenta capacidade de redução da energia das ondas sonoras por deformação, o que significa maior conforto, em consequência da menor reverberação.

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/68021340/processo-de-fabricacao-de-blocos-leves-silico-calcario