ENTREVISTA COM O ENGENHEIRO CIVIL RENATO HENRIQUE VILA-NOVA

Renato Henrique, Engenheiro Civil da Empresa Pernambuco Construtora

 

ENTREVISTA COM O ENGENHEIRO CIVIL RENATO HENRIQUE VILA-NOVA

NOME: Renato Henrique Vila-Nova

CARGO ATUAL NA CONSTRUÇÃO CIVIL: Gerente de custo e orçamento

QUANTO TEMPO ATUA NA ÁREA DA CONSTRUÇÃO CIVIL: 21 anos

QUAIS AS PRINCIPAIS TRANSFORMAÇÕES OCORRIDAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL?

     “Nos últimos anos houve uma evolução nos sistemas construtivos, com o surgimento de novos materiais, conhecimentos e de novas tecnologias de construção. Foram criadas ferramentas de controle, planejamento e custo dos empreendimentos da construção civil, com isso há uma maior gestão sobre cada obra. Com a Copa do mundo em 2014  e a construção da Arena em São Loureço da Mata, a chegada da FIAT para a cidade de Goiana, entre outras obras aqui da região, como sendo grandes projetos, irão aumentar o número de trabalhadores e gerar também aumento da procura por emprego, sendo assim torna-se imprescindível e qualificação profissional.”

O QUE LEVA AO CRESCIMENTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NOS ÚLTIMOS TEMPOS?

  “O aumento do financiamento na economia brasileira, tanto em nível habitacional, como para as empresas, que contaram com uma política do governo de aumento de crédito, acelerou a economia e, por conseguinte a construção civil. O Programa Minha Casa, Minha Vida e a proximidade de dois grandes eventos esportivos no país, a Copa do Mundo e a Olímpiada, por exemplo são fatores que influenciaram o crescimento da Construção Civil.”

O QUE MUDOU NO MERCADO DE TRABALHO?

          “Com o avanço tecnológico, técnicas utilizadas há alguns anos atrás já estão sendo consideradas arcaicas, embora não se possa dizer que a tecnologia foi capaz de transformar toda a base do processo construtivo. Atualmente as empresas de construção civil estão executando empreendimentos com ênfase na questão da sustentabilidade ambiental, como é o caso, por exemplo, da construção do Shopping RioMar que faz o aproveitamento de muitos resíduos decorrentes da obra.”

HOUVE MUDANÇA NAS CARACTERÍSTICAS DOS PROFISSIONAIS DA CONSTRUÇÃO CIVIL?

     “Sim, houve. Um dos grandes desafios é encontrar profissionais que coordenem e conduzam suas obras, que quase sempre têm um orçamento apertado a ser seguido, assim como multas contratuais no caso de atraso na entrega. Essa tarefa não é simples.”

 O SENHOR CONSIDERA A MÃO DE OBRA DESQUALIFICADA UM DOS ENTRAVES PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL BRASILEIRA?

     “Sim, a falta de profissionais qualificados torna-se um entrave para a Construção Civil. Diante desse quadro, cursos voltados para a capacitação de profissionais que pretendem ingressar no grande mercado da construção civil são vistos como uma boa oportunidade para mudar esses dados. Aqui na Empresa Pernambuco Construtora, há algum tempo já vem sendo realizados cursos de alfabetização de muitos profissionais. Podemos dizer que isso contribui de fato para uma melhoria da qualidade dos empreendimentos.”

 O QUE SE ESPERA DE UM PROFISSIONAL RECÉM-FORMADO?

    ” Que seja dinâmico, responsável, tenha interesse em adquirir novos conhecimentos e tenha um bom relacionamento com os profissionais da empresa.  ”

O QUE É MAIS IMPORTANTE EM UMA OBRA QUALIDADE OU PRODUTIVIDADE?

     “Ambos são importantes e estão relacionados entre si. Em uma obra de Construção Civil deve ser levado em conta tanto o fator de qualidade como o de produtividade.”

O QUE PODE SER FEITO PARA MELHORAR A QUALIDADE E A PRODUTIVIDADE NA CONSTRUÇÃO?

     “São vários fatores que devem ser levados em conta, mais os principais são: mão de obra qualificada e treinada, gerenciamento do controle da qualidade, organização da empresa, uma boa destinação para os resíduos decorrentes da obra, estar de acordo com as normas de segurança e saúde, entre outros. ”

ATUALMENTE É MAIS PROVEITOSO PARA UM PROFISSIONAL SER ESPECIALIZADO EM UMA ÁREA DA CONSTRUÇÃO CIVIL OU CONHECER UM POUCO DE CADA?

     “Com a demanda excessiva ocorreu uma escassez de profissionais especializados na construção civil em todos os níveis. As escolas de engenharia não conseguem formar profissionais suficientes para atender a necessidade do mercado de trabalho. Sendo de grande importância, hoje em dia a especialização para o profissional da área. Mas também é importante que o profissional entenda também um pouco de cada área, pois na Engenharia Civil essas muitas áreas também se complementam.”

Construção Civil e Produtividade

     Trabalhar em áreas ligadas a construção civil é, cada vez mais, um desafio, especialmente se considerarmos as frequentes mudanças que vem sendo ocasionadas em função de temas fundamentas com a sustentabilidade na construção, pois esta é uma questão de proporções muito amplas que envolvem desde o projeto, até a manutenção do imóvel sob os mais variados aspectos, principalmente a existência de soluções inteligentes que evitem danos ao meio ambiente. E em meio a todas estas considerações ainda existe a necessidade de cumprir prazos, alcançar metas financeiras, ser competitivo diante da concorrência, etc, ou seja, é preciso repensar a construção civil sob muitos aspectos, mas a produtividade é uma exigência da qual não se pode fugir. Construção civil e produtividade são conceitos que devem estar interligados em busca de um ponto de equilíbrio viável.

                                                                                                   Motivação

     Podemos definir produtividade na construção civil como sendo a quantia de trabalho que foi realizado em um determinado tempo, geralmente em algumas horas, e o principal a ser considerado é a relação existente entre recursos utilizados e resultados obtidos. Minimizando o uso de recursos naturais, máquinas, mão de obra e equipamentos, se obtém redução nos custos de produção, sendo assim o mercado se expande e há possiblidades de geração de empregos, melhores salários, mais qualidade de vida, favorecendo os interesses de todos os cidadãos envolvidos neste processo. Não é fácil, mas é possível. Por exemplo, para executar determinada tarefa no prazo determinado pode-se aumentar a produção contratando mais operários e equipamentos, ou otimizar recursos produtivos já existentes. Na segunda hipótese tem-se mais produção sem aumento de custos, que é sinônimo de produtividade na construção civil.

Fatores que geram produtividade

 

Principais reclamações de escassez de mão de obra ocorrem nos setores de construção civil e serviços

                                                                             Construção Civil e Produtividade

     Mão de obra qualificada e treinada, metodologia para a execução do trabalho, gerenciamento de controle atuante, layout no local de trabalho, insumos bem utilizados, processos para a produção e uma boa estrutura de organização da empresa, são os principais fatores que influenciam diretamente sobre a produtividade na construção civil. É um engano acreditar que a mão de obra não qualificada, por ser mais barata, vá trazer retorno financeiro em um canteiro de obras, pois o possível desperdício de material e de tempo é um preço muito alto a ser pago.

Questão Relevante

     Quanto ao ritmo de trabalho, cumprimento de horários de forma produtiva evitando paradas desnecessárias que atrapalham o fluxo do trabalho quebrando o ritmo de produção. Enfim, a administração é fundamental. Mas há que se ter também um trabalho comparativo, ou seja, uma base de valor que sirva de parâmetro para a análise de resultados financeiros, pois é este que nos dá o resultado total da produtividade dos recursos. Como regra geral podemos dizer que, a produtividade de agentes econômicos, sejam eles pessoas, empresas ou um país, é o melhor indicador para medir o nível de eficácia e eficiência do mesmo.

Fonte: http://imoveis.culturamix.com/construcao/construcao-civil-e-produtividade

Tecnologia permite que uma ponte seja construída em duas semanas

     Utilizando materiais de construção de última geração, métodos de produção industrial e um processo de construção eficiente, é possível construir uma ponte em apenas duas semanas. Foi o que demonstrou o pesquisador Peter Harryson, da Universidade de Chalmers, na Suécia.

Construindo pontes com inteligência

     Ele batizou o seu conceito de i-bridge, para denotar a construção de uma ponte com inteligência. A ponte é formada por seções muito leves que devem ser fabricadas em ambiente e ritmo industriais e montadas no local.

     Os suportes da i-bridge são formados por vigas em formato de V feitas de fibra de vidro e reforçadas em sua parte inferior com fibra de carbono. As vigas interagem diretamente com a seção de rolamento da ponte, por onde os carros passam. Essa seção de rolamento é extremamente delgada, graças à utilização de um concreto reforçado por fibras de aço.

Vida útil da ponte

     Como todos esses materiais são muito duráveis, o pesquisador acredita que uma i-bridge deverá ter um ciclo de vida muito superior ao de todas as pontes construídas hoje. Em sua pesquisa, ele relata não ter encontrado relato da utilização desses materiais em pontes até o momento.

     Harryson calcula que, levando-se em conta tão-somente o custo da construção, o novo tipo de ponte custaria hoje mais do que o dobro de uma ponte convencional. Esse quadro, porém, poderia mudar, caso o projeto levasse em conta o menor tempo de construção, o menor impacto ambiental e a maior vida útil esperada da nova ponte.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecnologia-permite-que-uma-ponte-seja-construida-em-duas-semanas

Casa de bambu é leve, barata e à prova de terremotos

    

 

     Um pesquisador chinês radicado nos Estados Unidos desenvolveu uma nova forma para construir casas de bambu que nada deixa a dever às casas norte-americanas, construídas com placas de materiais compósitos, ou às casas chinesas, construídas de alvenaria.

     E, se a menção a uma casa de bambu lhe traz à mente uma choupana feita com bambus empilhados, é melhor pensar de novo e lembrar-se das tecnologias de processamento de madeiras hoje disponíveis e dar uma olhada nesta casa de bambu do século XXI – a foto ao lado mostra o protótipo construído com a nova tecnologia.

     O Dr. Yan Xiao, atualmente professor da Universidade do Sul da Califórnia, desenvolveu um sistema de processamento do bambu que resulta em placas semelhantes ao MDF. Batizada de GluBam®, a tecnologia já foi patenteada e está em processo de licenciamento.

Casa de bambu

      A casa de demonstração não deixa dúvidas quanto à resistência do novo material compósito: batizada de “estilo Califórnia”, a casa tem dois pavimentos, 5 quartos, 3 banheiros e 1 lavabo, sala com lareira e garagem para 2 carros, além dos demais aposentos. A área construída total é de 260 metros quadrados.

     A técnica de construção é a mesma utilizada nas casas tradicionais de madeira, com a fixação feita por parafusos, grampos e pregos.

     Segundo Xiao, a estrutura da casa é um marco no uso do bambu na construção moderna, mesmo considerando a milenar tradição chinesa na construção de casas de bambu.

     Uma das grandes vantagens da casa de bambu é a sua maior resistência a abalos sísmicos. O Dr. Xiao espera que a tecnologia possa ser utilizada na reconstrução das áreas devastadas recentemente pelo terremoto na região de Sichuan.

Derrubando bambu em vez de árvores

     A China tem as maiores áreas cultivadas com bambu em todo o mundo. Devido ao desmatamento acelerado, o governo recentemente colocou severas restrições à derrubada de árvores para a obtenção das madeiras tradicionais, o que abre maiores possibilidades para o uso da tecnologia de bambu na construção civil naquele país.

     “A construção é muito mais fácil do que fazer as estruturas tradicionais de concreto armado usadas na China,” diz Xiao. “A casa inteira pode ser construída por oito trabalhadores em um período de três meses.”

     Segundo o pesquisador, dada a grande disponibilidade de bambu na China, naquele país a casa poderá ser fabricada a um custo mais baixo do que as casas tradicionais de alvenaria.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=casa-de-bambu-e-leve–barata-e-a-prova-de-terremotos

Qualidade na construção pode reduzir custo e prazo

     Planejar e construir não são atividades tão fáceis como possa parecer. Demandam mais do que dinheiro e tempo, e requerem, também, a busca pela qualidade.

     A “qualidade” durante o planejamento e o andamento do projeto foi o tema da pesquisa de André Vidal Campos, da Escola Politécnica da USP.

     O resultado foi o desenvolvimento de uma metodologia multidimensional para projetos de grande complexidade.

     “Na vida prática comecei a perceber que análises apenas de custo e prazo, em projetos complexos, pecam ao não identificar desvios no planejamento por falta desta dimensão,” explica Campos.

     A dimensão qualidade tem tudo a ver com a maneira com que o produto do projeto vai se adequar à vontade do dono da obra. “Se o cliente quer uma casa com três quartos e, ao final, há somente dois, a qualidade não foi atingida, mesmo que os custos e os prazos tenham sido reduzidos. A sensação que transparece é que tempo e dinheiro foram gastos incorretamente”, avalia.

     A pesquisa desta nova metodologia foi feita em duas etapas. Na primeira, desenvolveu-se um modelo multidimensional que integra custo, prazo e qualidade na avaliação de desempenhos de projeto. Num segundo momento, foram realizadas entrevistas com empresas de forma a avaliar como o quesito qualidade era tratado por elas.

Qualidade “subjetiva”

     Segundo Campos, ao contrário da objetividade de que se utilizam quando lidam com o controle de custos e prazos, as empresas tratam a qualidade de forma subjetiva e a relegam a cargo da equipe técnica que efetivamente executará a obra. “Tratar qualidade de forma objetiva exige um grau de maturidade em gerenciamento de projetos que, em geral, as empresas não têm”.

     Esta maturidade se constitui em saber inicialmente orientar o projeto, considerando os requisitos de interesse do cliente e a possibilidade de desdobramentos que possam surgir. O foco principal do projeto sempre são os anseios do cliente. Cabe ao projetista a verificação do que vai ser utilizado e feito para atingir esta meta, considerando a elaboração de planos e a aprovação do cliente, bem como, o acompanhamento do projeto para saber se tudo está saindo conforme o planejado.

     A mudança que esta nova metodologia traz, surge quando se passa a enxergar o projeto sob todos os desejos do cliente e são dadas a cada um dos requisitos um grau de importância dentro do projeto.

“Se o cliente dá importância ao conforto térmico de uma casa o gerente do projeto deve se preocupar em fazer todo um planejamento que considere desde a fundação, a alvenaria e as instalações de forma a garantir que o requisito seja atendido. Até mesmo considerando um sistema de ar condicionado no escopo do projeto se esta for a única forma de satisfazer o desejo do cliente”, exemplifica Campos.

“Se você é criterioso, os requisitos técnicos acabam por unificar o que o cliente espera com o planejamento do projeto. Fica mais fácil verificar quanto custa cada passo, assim como, cada uma das demandas do cliente, o que facilita o monitoramento e controle do andamento da obra”, afirma o engenheiro.

Metodologia multidimensional

     A metodologia multidimensional, segundo Campos, pode auxiliar principalmente no ambiente de gerenciamento de projetos de crescimento do País, como um todo. “Ela propicia uma gestão de obras mais rápidas e menos onerosas tanto em tempo quanto em custos. O monitoramento de projetos de forma multidisciplinar alerta o gerente de projetos quanto a desvios enquanto ainda é possível tomar medidas corretivas.”

     Com a proximidade da Copa do Mundo, a previsão da qualidade seria extremamente funcional, visto que a demanda de mega projetos envolve não só a construção de estádios públicos, mas toda a infraestrutura, como por exemplo, meio de transportes, vias públicas, setor hoteleiro e de lazer , além de todas as variáveis possíveis de grandes projetos arquitetônicos e urbanísticos.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=qualidade-construcao-reduzir-custo-prazo&id=020160110314

Telhados brancos ajudam a tornar as cidades mais amenas

     Telhados brancos são comuns nas ilhas gregas, usadas como exemplo da proposta

     Pintar de branco os telhados das edificações dos centros urbanos está sendo apontado como forma de diminuir a temperatura nas ilhas de calor – áreas com alguns graus a mais à vista no termômetro e menos umidade do ar.

      A ideia não é nova. Nos Estados Unidos e na Europa, os benefícios dos telhados frios ou brancos no combate ao aquecimento global e no aumento da qualidade de vida dos moradores das áreas urbanas já vêm sendo divulgados há mais de vinte anos.

      Na Califórnia, por exemplo, o governo estadual criou uma lei em 2005 que obriga armazéns e prédios comerciais com telhados planos a cobri-los de branco.

      A proposta chega agora ao Brasil com o avanço da tecnologia e o lançamento de novos produtos pela empresa líder no mercado de resinas acrílicas Hydronorth, com tecnologia Dow; e pela polêmica despertada pelo projeto de lei 615/2009, em andamento na Câmara Municipal de São Paulo, que torna obrigatório pintar os telhados dos imóveis da capital paulista de branco.

      Outras cidades, como Rio de Janeiro e Florianópolis, já cogitaram em estabelecer legislação a respeito.

      “Os telhados brancos protegem as edificações contra o desgaste e melhoram a eficiência energética, além de reduzir o custo de manutenção e prolongar a vida útil das construções”, afirma Daniel Arruda, gerente de marketing estratégico do negócio de construção da Dow.

      Ele conta que, este ano, um workshop na Califórnia, reuniu os principais fabricantes para discutir os avanços na capacidade de refletir a luz solar, danos de exposição e envelhecimento natural.

      O encontro foi patrocinado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, pelo Oak Ridge e pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos.

      “Não é qualquer branco que traz os benefícios apresentados pelos cientistas americanos”, afirma Fábio Munhoz, gerente de marketing da Hydronorth.

      “Se eu pintar o telhado com cal, não vai fazer diferença porque não terá durabilidade e não será autolimpante.” Ele explica que os requisitos técnicos exigem um grau de refletância de luz da ordem de 78% no começo do uso e de pelo menos 50% após três anos. O produto lançado pela empresa forma uma membrana elástica protetora, capaz de se contrair e expandir com as mudanças de temperatura.

 Aquecimento global

      O americano Hashem Akbari, criador da campanha Cool Cities Program, que dissemina pelo mundo a ideia das cidades “resfriadas”, ou seja, cobertas com materiais de cores claras, calcula que as cidades ocupam cerca de 2,4% das terras do planeta e por volta da metade desse território é constituída por ruas e telhados.

      Se toda essa superfície fosse coberta de branco, aumentaria a quantidade de luz solar refletida pelo planeta de volta para a atmosfera em 0,03%, o que equivaleria a cancelar o aquecimento global produzido por 44 bilhões de toneladas de carbono, considerando o balanço entre a redução da temperatura e a não emissão de gases do efeito estufa.

      Akbari esteve esta semana em São Paulo para participar de um debate sobre os telhados brancos na Câmara Municipal, com apoio do Green Building Council Brasil (GBC), que lançou a campanha One Degree Less, para evitar o aquecimento prejudicial nas cidades. A campanha, no ano passado, contou com a participação de várias personalidades, que pintaram a mão de branco para uma foto.

      O cientista, porém, não teve muita sorte. Descontentes com o projeto de lei do vereador Antônio Goulart, que obriga os paulistanos a pintar os telhados e até determina prazo de 180 dias para isso, representantes dos construtores e pesquisadores se opuseram à ideia.

      “Uma única solução, e ainda por cima obrigatória, não é o caminho mais sensato para enfrentar as ilhas de calor”, afirmou a arquiteta Diana Csillag, do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).

      “Defendemos um mix, incentivando o estudo do impacto da cor branca e outras soluções.” O vereador Goulart prometeu rever o seu projeto antes de reapresentá-lo na Câmara.

 

Fonte: Brasil Econômico

Sinduscon aprova medida para melhorar a qualidade na construção

 

     Em 2014 está prevista a obrigatoriedade das empresas da construção civil, em todo o Brasil, adaptarem-se à norma de desempenho. “Todo material utilizado na obra vai ser normatizado. Terão de ser feitos testes para avaliar a qualidade e eficiência desse material”, explica o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande, Airton Viñas, que terça-feira passada participou do Encontro Estadual dos Sinduscon, onde o assunto foi tratado.

 

     Viñas cita como exemplo que as janelas utilizadas nas obras precisarão ter vedação suficiente e isso se aplica também a pisos, revestimentos e outros itens da construção que obrigatoriamente deverão corresponder à finalidade para que se destinam. O presidente do Sinduscon concorda com a medida. “O próprio consumidor vai ser fiscal e essa determinação certamente vai aumentar a qualidade da obra, já que no mercado brasileiro tem empresa pirata fazendo qualquer tipo de acabamento”, observa ele.

 

     O Sinduscon RS está se movimentando desde agora para que os empresários da construção estejam preparados para cumprir a determinação. E, em novembro, promoverá palestra com uma consultora da área que falará aos construtores gaúchos sobre a norma de desempenho, quando os representantes rio-grandinos do setor também se farão presentes.
 
Fonte: CBI- Câmara Brasileira da Indústria da Construção